quarta-feira, 29 de junho de 2011

Epson Workforce T42WD



Quem olha rapidamente para a T42WD de imediato pode pensar que o aparelho é um multifuncional, mas na verdade ela é uma jato de tinta simples e funcional. A impressora trabalha com quatro cartuchos de tinta individuais (CMYK), além de contar com Wi-Fi, USB e Ethernet, o que facilita o trabalho e gerenciamento em rede. Nos testes do INFOlab notamos que o material da T42WD não é dos mais resistentes, tanto na bandeja de impressão como na tampa que protege todo o mecanismo de impressão e troca de cartuchos. Por 499 reais, essa impressora tem boa autonomia e qualidade de impressão razoável.

Os ajustes da bandeja, que definem o tamanho de papel utilizado (maior tamanho é o A4) são bem frágeis e difíceis de lidar. A bandeja também possui uma proteção removível. Derrubamos a peça mais de uma vez durante os testes. A tampa que protege os cartuchos também não é muito resistente. Feita em plástico fino, ela é maleável. A impressão não é interrompida quando a tampa é levantada. Esse é um ponto negativo, principalmente em uma casa com crianças pequenas.

A configuração do Wi-Fi é simples e pode ser feita por WPS ou conectando a impressora em um computador, via USB. Nesse último caso, é preciso instalar um software (incluso no CD que acompanha a impressora) e seguir os passos de um assistente. O processo é bastante simples mas, nos testes, foi preciso repeti-lo três vezes (nas duas primeiras tentativas, o computador não reconhecia a impressora). Feito isso, o equipamento funcionou normalmente, tal como se estivesse conectado por cabo. No Mac OS não é necessário instalar o software. O sistema baixa automaticamente os drivers se conectado à internet.

A fidelidade das cores e o nível de contraste são razoáveis. A nitidez, no entanto, é prejudicada em imagens com muitos elementos. Fotos de areia e concreto, por exemplo, passam a ideia de um corpo único e chapado, sem muita distinção nos pontos. A velocidade de impressão é de 38 páginas por minuto.

O preço do conjunto de cartuchos (colorido e preto) sai por 205,96 reais, deixando o custo por página a 60 centavos de real, deixando a impressora na média da categoria.


Stylus Pro 3880




O modelo é uma boa opção para imprimir o álbum digital. Em papel fotográfico consegue alta definição e cores muito fiéis às imagens originais. A impressora faz isso porque, em vez de quatro, utiliza nove cartuchos, aumentando as nuances de cada tom até em papéis de padrão A2 – tamanho máximo que aceita. No papel sulfite comum, no entanto, a qualidade cai muito. As imagens perdem definição e contraste, algo que não deveria acontecer numa impressora de preço tão alto. Ela não é muito rápida para imprimir e, se a velocidade (0,24 ppm nos testes do INFOlab) não incomodar, suas dimensões podem desagradar. Ela também poderia ter acesso à rede Wi-Fi.

A impressora não apresenta problemas de compatibilidade com o Snow Leopard, e no Windows a instalação segue sem nenhuma complicação. O driver possibilita ajustes precisos, mas a quantidade de opções pode confundir usuários iniciantes. Essa complexidade é agravada pelo fato de que não há manual cadastrado no site brasileiro da Epson, só podendo ser encontrada uma versão em inglês no site americano.

O visor no topo da Stylus 3880 exibe informações básicas como a carga de cada cartucho, o número de paginas impressas e consumo de tinta. Também é possível utilizá-lo para fazer ajustes simples quanto ao tamanho do papel e a configuração de rede. A impressora se conecta ao PC pela porta USB 2.0 ou pela Fast Ethernet. Infelizmente o modelo não conta com Wi-Fi.

O preço do conjunto de cartuchos totaliza 1.341 reais (cada um a 149 reais). Pode parecer intimidador, mas o uso de nove cartuchos torna a impressão mais eficiente, o que resulta em economia de tinta. A 3880 também possui o selo Energy Star, concedido pelo governo americano a produtos com baixo consumo de energia.

As impressões tem boa definição de imagem, principalmente a fidelidade das cores. No entanto, há pequenas distorções em alguns pontos – diferenças na cor em algumas regiões – e uma granulação ligeiramente perceptível nas fotos. Como dito anteriormente, a 3880 não é das mais rápidas. Nos testes do INFOlab ela registrou 2,5 páginas de texto por minuto e demorou 51 segundos para imprimir uma foto no tamanho A4.

As medidas de 68 por 25,5 por 37,5 centímetros e os 19,59 kg fazem da 3880 um trambolho. A carcaça da impressora é feita de plástico, assim como suas bandejas retráteis, que aparentam fragilidade. A 3880 tem capacidade para 120 folhas A4 na bandeja.

GTX 470

A GTX 470, de 1280 MB de memória, segue no topo da montanha de placas de vídeo NVIDIA, abaixo somente dos produtos da série 500, mal tirados do forno, e da GTX 480, com a qual compartilha o chip GF100. A aceleradora é baseada na vigente arquitetura Fermi e possui 1280 megabytes de memória GDDR5, cuja interface é de 320 bits. A versão que testamos,fabricada pela Galaxy, vem com overclock por padrão (assim como praticamente todas as outras versões disponíveis para venda): o processador roda a 625 MHz, ao invés dos 607 MHz originais. A GTX 470, num PC de boa configuração, é capaz de rodar qualquer jogo com alto nível de detalhe, inclusive os feitos para DirectX 11 e é encontrada por 1100 reais, em média aproximada.

A vida da GTX 470 não é fácil. Está sob os olhares de entusiastas dispostos a desembolsar uma bela quantia por uma placa e que, sem dúvidas, pesquisaram infinitamente antes de se decidir pela compra. Levando em consideração os valores, ela compete com a queridinha do custo benefício GTX 460, a topo-de-linha da família 400 (GTX 480), a GTX 465, e, obviamente, as placas AMD: HD 6850, HD 6870 e HD 5870. Também entram na lista de oponentes as GeForce mais novas, GTX 580 e GTX 570.
Prós Configuração forte e bom desempenho em jogos com tessellation; DirectX 11
Contras Esquenta assustadoramente na carga máxima e custa caro 

GTX 580



A GeForce GTX 580, da Nvidia, seria equivalente a um F1. Esse, que é o motor mais potente para jogadores de PC, traz 1,5 GB de memória GDDR5, 512 processadores de stream e a maior compatibilidade com tessellation (tesselação) existente no mercado. No entanto, todo esse poder de fogo esvazia qualquer bolso. Quem se interessar pode levar a GTX 580 para casa pela bagatela de 1.699 reais, isso se ela couber em seu gabinete, pois ela é uma das placas de vídeo mais compridas.

Um dos pontos fortes dessa placa é sua configuração parruda. Ela trabalha com 512 processadores de stream, o clock da GPU crava 772 MHz e os 1,5 GB de memória GDDR5 trabalham em 384 bits. Para completar o quadro, a tecnologia Fermi, que entre outras coisas, é a primeira a apresentar uma verdadeira hierarquia de cache. Isso, segundo a Nvidia, melhora o compartilhamento de dados da GPU por L2 cache unificada e também permite a correção de erros sem interrupção. Que, no bom e velho português significa: mais velocidade e menos engasgo nos games.

Prós: Desempenho alto e temperatura baixa, o que dá boa margem para overclock
Contras:  Preço elevado do modelo base e comprimento que prejudica instalação em diversos gabinetes

HD 6870



A placa de vídeo HD 6870, da AMD, está entre as mais recentes e poderosas aceleradoras da fabricante. Sua relação custo-benefício é alta: graças aos 1024 MB de memória GDDR5, com interface de 256 bits e que trabalha a 4,2 GHz, ao lado do seu processador Barts, com 900 MHz de clock, a controladora faz valer os 899 reais normalmente pedidos no mercado. No INFOlab, a placa apresentou resultados variados, mas, no geral, muito positivos – chegou a desbancar a GeForce GTX 580 no Crysis. Testamos a versão construída pela própria AMD/ATI, sem overclock por padrão e cujo design consideramos muito belo, com uma ressalva: seus 26,3 centímetros de profundidade não serão benvindos em qualquer gabinete.

Toda preta, com desenhos fluídos e detalhados em vermelho, o visual desta Radeon foi praticamente uma unanimidade no INFOlab. Sua ventoinha também é rubra, com o selo da fabricante norte-americana no seu centro. Ao invés do PCB (circuito impresso) ser colorido no tradicional verde, a HD 6870 o possui todo negro – muito mais interessante do ponto de vista estético. Além disso, destoando de grande parte dos produtos voltados a gamers, este tijolo preto não é espalhafatoso, garantindo, provavelmente, um nível de rejeição menor entre potenciais compradores.

É importante salientar que a HD 6870 não é somente comprida, como também toma duas das baias traseiras do gabinete. Mas não é para menos: além dessa dimensão ser importante para o sistema de arrefecimento, essa parte da placa agrega as saídas de vídeo: duas DVI, uma HDMI 1.4a e duas mini DisplayPort. Com o uso da tecnologia EyeFintity, a Radeon pode mandar a imagem para até múltiplos monitores simultâneos e sincronizados. A fonte recomendada para alimentar esta Radeon, pelos dois conectores de seis pinos, é de 600 watts para cima.

Prós:       Muito bom desempenho, graças a sua força bruta

Contras: Sofre muito com tessellation e não usufrui da tecnologia PhysX 

Radeon HD 5870


A atual placa de vídeo mais veloz do mercado, a Ares, da Asus, é um foguete com duas GPUs Radeon HD 5870 e 4 GB de memória em um único corpo produzido em uma série limitada de 1 000 unidades. Ela pesa mais de dois quilos, ocupa a área de três slots dentro do gabinete e exige uma fonte modular de pelo menos 750 watts (o ideal é uma de 1 000 watts). Como esperado, o desempenho da Ares nos testes do INFOlab foi arrasador. Seu elaborado sistema de refrigeração também merece aplausos por manter a temperatura das GPUs abaixo de 64 graus durante as partidas. Muito apropriadamente, a Ares é vendida em uma maleta parecida com aquelas que costumam aparecer nos filmes transportando artefatos letais. Curtiu? Então aproveite o momento até descobrir o preço do brinquedo, que é de 4.599 reais.

Força bruta é o lema dessa placa. Somando os processadores de stream das duas Radeon HD 5870 atingimos o enorme valor de 3.200 unidades. O clock das GPUs é de 850 MHz, são 2 GB de memória GDDR5 de 256 bits com clock de 4.800 MHz em cada uma delas. Um ponto que impressiona logo de cara na Ares, além das suas medidas de 6 por 15,2 por 30,3 centímetros, é seu sistema de arrefecimento.

Um cooler bastante potente, localizado no centro da carcaça de design agressivo da placa, se une a um sistema de cobre, que tem como objetivo dissipar o enorme calor produzido pelas GPUs. Nos testes do INFOlab, a gigante se mostrou muito eficiente nesse ponto. A temperatura máxima registrada (nas horas de maior jogatina) foi de 64º C, o que é um valor baixo, se comparado aos 67º da GTX 580, da Nvidia ou da HD 6850, da ATI, que registrou 75º

Prós Configuração extrema e ótimo sistema para dissipar calor

Contras Tamanho excessivo e necessidade de fonte de alimentação de 1000 W